Preciso de um código de barras diferente para cada tamanho e cor?
Precisas. Cada versão que o cliente possa comprar sozinha leva o seu próprio número — e fazer essa conta antes de pedires à GS1 é o que decide se compras um número ou doze.
Um GTIN — o número que está por trás de um EAN-13 ou de um UPC — identifica um artigo comercial: uma coisa que é vendida, encomendada, facturada ou lida sozinha. A regra é toda esta, e o resto sai daqui. Uma camisa azul em S e a mesma camisa em XL são encomendadas em separado, contadas em separado e podem ter preços diferentes: são dois artigos comerciais e levam dois números.
Usar um número só para várias variantes parece uma poupança e acaba numa trapalhada: a caixa cobra o preço que estiver associado a esse número, o stock junta dois produtos num só, e um anúncio online não consegue dizer qual é o tamanho que está esgotado. Os retalhistas recusam por estas mesmas razões.
O que obriga mesmo a um número novo
O GTIN Management Standard da GS1 é específico sobre que alterações obrigam a um GTIN novo. Estas são as que apanham os produtores pequenos desprevenidos:
| Alteração | GTIN novo? |
|---|---|
| Tamanho, cor, sabor — qualquer versão vendida à parte | Sim |
| Quantidade líquida declarada, para mais ou para menos | Sim |
| Dimensões ou peso bruto, mais de 20% em qualquer eixo | Sim |
| Fórmula ou função, quando muda a declaração do rótulo | Sim |
| Nome da marca ou logótipo da marca | Sim |
| Pôr ou tirar uma marca de certificação (biológico, kosher…) | Sim |
| O que vai dentro de um pack variado ou de um cabaz | Sim |
| Um preço impresso na embalagem | Sim |
| Quantas unidades leva a caixa ou a palete | Sim — na caixa e na palete, não na unidade |
| Uma embalagem promocional temporária | Sim — na caixa e na palete, não na unidade |
| Uma alegação de marketing sem efeito legal nem no preço | Não |
| Um lote novo ou uma validade nova | Não — isso é dado, não é identidade |
Então de quantos números preciso?
Conta as coisas que um comprador pode encomendar sozinhas. Quatro cores em três tamanhos são doze artigos comerciais e doze GTIN, não um. Depois acrescenta um número por cada nível de embalagem que expedires: uma caixa de doze leva um número próprio, normalmente impresso como ITF-14, e uma palete leva um SSCC, que já é outro tipo de número.
É esta a conta a fazer antes de pedir, porque é ela que decide o que compras: um número único licenciado de uma vez, ou um prefixo de empresa que cobre a gama toda.
Doze variantes sem doze tardes
Uma linha por variante numa folha de cálculo, um desenho de etiqueta, e os dois juntam-se: o nome, o tamanho, a cor e o código de cada linha vão parar sempre aos mesmos sítios da etiqueta. Doze linhas imprimem doze etiquetas diferentes de uma vez, e o mesmo ficheiro cresce contigo quando a gama crescer.